Instituto de Saúde de Nova Friburgo

UFF cria grupo para atender pessoas com câncer de cabeça e pescoço

Pacientes e familiares serão atendidos gratuitamente por profissionais de diversas áreas, como dentistas, psicólogos e fonoaudiólogos

No próximo dia 27 de abril (sexta-feira), o Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF), unidade de ensino superior da Universidade Federal Fluminense (UFF), promove o “Dia do Cuidado ao Paciente com Câncer”. O evento é gratuito e tem o objetivo de anunciar a criação de um grupo multidisciplinar e integrado que vai atender indivíduos que apresentam a doença na região da cabeça e do pescoço.

O encontro – que é aberto a pacientes com qualquer tipo de câncer, a familiares e a profissionais da área de saúde – ocorre no auditório do ISNF, às 9h, com atividades, oficinas e palestras sobre promoção de saúde, o papel da espiritualidade ao longo da doença, auto-estima, cuidados com o corpo e a mente, além de dicas de prevenção do câncer.

“Os pacientes e os familiares que lidam diretamente com o problema serão acompanhados por profissionais de diversas áreas do conhecimento. Nossa intenção é oferecer um atendimento integrado e humanizado para cada caso, que vai além do tratamento tradicional, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia”, explica Rebeca Azevedo, professora responsável pelo projeto, salientando que a agenda de marcação de consultas deve ser divulgada em maio de 2018.

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo está localizado na Rua Doutor Silvio Henrique Braune, 22, centro – Nova Friburgo – RJ. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail rsazevedo@id.uff.br.

A Chapa 3 responde à pergunta “Por que você quer ser reitor da UFF?”

“Nós queremos ser reitores para transformar a UFF, levar a universidade a um grande futuro, com projeção nacional e internacional, com grande qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão, que terá um brilho que jamais teve na história. Nessa época de crise, isso faz muita diferença, pois nem podemos ser reitores imprudentes nem reitores que ficam parados, na defensiva. Teremos também boas relações com os poderes locais para tornar os projetos de extensão mais acessíveis”, revelam os professores Sergio e Francisco Estácio, integrantes da Chapa 3, durante campanha nesta quinta-feira (12/4), no Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF).

(Aguardando envio de foto da equipe da Chapa 3)

Donizetti Louro: “Inteligência artificial pressupõe inteligência humana”

Pesquisador da USP afirma que inovar vai além de ter boas ideias e alerta para a importância do trabalho em equipe

Engana-se quem acredita que inovar resume-se a propôr soluções geniais ou vincula melhorias em processos e produtos à utilização de equipamentos. É o que garante Donizetti Louro, pesquisador do Grupo de Automação Elétrica e Sistemas de Tecnologia da Informação na área da Saúde da Universidade de São Paulo (Gaesi/Saúde/USP). Na última quarta-feira (4/4), o especialista ministrou a palestra “Inteligência Artificial na Saúde – Desafios e Oportunidades para Inovação” no seminário que inaugurou a Agência de Inovação do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (AGIR-NF/ISNF).

Na ocasião, cerca de 100 pessoas, entre alunos e professores, participaram do evento, que contou ainda com a presença do professor Ricardo Leal, diretor da AGIR, e de Marcelo Verly, secretário de ciência, tecnologia, inovação e educação profissionalizante e superior de Nova Friburgo, e de representantes de autoridades públicas estaduais e municipais.

 

 

“Inovar significa propôr situações planejadas em que o processo seja melhorado, bem interpretado e aplicado, mas nada disso funciona se não houver uma equipe estruturada e estimulada por trás. A inteligência artificial pressupõe a inteligência humana”, alerta o especialista, que também é coordenador de tecnologia e inovação da Associação da Indústria Médico-odontológica (Abimo) e membro do Comitê de Internet das Coisas (IoT) na área da saúde do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Limites da inovação

Louro, que é matemático de formação, defende a ideia de contingenciamento dos processos criativos, não com a intenção de limitar as iniciativas, mas para direcionar as pesquisas científicas envolvidas em cada caso específico.

“Precisamos pensar que a inovação é contingenciada, não generalizada, porque cada processo tem os próprios parâmetros. Quando a ideia criativa recai sobre um serviço, por exemplo, pode ocorrer uma otimização, mas não se pode afirmar que as novidades que servem para aquele serviço vão servir para outros”, ressalta.

E quando o tema envolve a utilização de máquinas, o especialista surpreende ainda mais. “A inovação não está atrelada necessariamente à utilização de equipamentos, mas sim a metodologias, que podem ser alteradas, e a novas abordagens técnicas adequadas a resoluções de problemas e a aplicações das metodologias. É uma reflexão sobre o planejamento das ações ligadas aos objetivos a que se pretende”.

 

A experiência do usuário

O maior desafio, segundo o pesquisador, é compreender quais as necessidades de quem se utiliza de equipamentos e instrumentos científicos produzidos no Brasil e seus impactos diretos na sociedade, sem deixar de lado a sustentabilidade e a requalificação profissional permanente.

“O projeto terá êxito se estiver em sintonia com as demandas da sociedade. Esse é o maior desafio. É a usabilidade, ou seja, a experiência do usuário – um dos pilares da indústria e Hospital 4.0 – que vai determinar que caminho seguir no planejamento das pesquisas, mas também é conveniente que tudo esteja baseado no conceito de ‘triple-helix’, formado por governo, que libera verba, indústria, que aponta as necessidades, e universidade, que gera pesquisa e desenvolvimento”, sugere ele, lembrando ainda que agências de inovação, ainda que muito bem fundamentadas teoricamente, só alcançam o sucesso se forem constituídas por integrantes com conhecimento específico e sistêmico e por equipes sólidas e dedicadas.

“As pessoas é que fazem a coisa andar, colocam a mão na massa. Elas é que realizam. Então, não há sucesso, não há inovação, não há inteligência artificial que prescinda da inteligência humana”, conclui.

 

 

 

A Chapa 2 responde à pergunta “Por que você quer ser reitor da UFF?”

“Somos uma chapa e podemos melhorar a situação da universidade, porque já fomos reitores de 2006 a 2014 e os avanços devem continuar. Além disso, fomos alunos de renda de até 1 salário mínimo e somos gratos e leais à universidade e temos que dar retribuição para a UFF. Precisamos consolidar a universidade”, revelam os professores Roberto Salles e Wainer, integrantes da Chapa 2, durante campanha nesta quinta-feira (5/4), no Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF).

 

 

As propostas da Chapa 2 estão publicadas no site http://nossauff.com.br/

A Chapa 1 responde à pergunta “Por que você quer ser reitor da UFF?”

“Fomos motivados por um grande grupo de técnicos, professores e estudantes a nos apresentarmos, em função da nossa história na universidade. Por isso, queremos devolver para a UFF tudo o que adquirimos com nossa experiência como gestores durante muitos anos de fartura e de crise, para conduzir a Universidade Federal Fluminense a um futuro cada vez melhor e mais sustentável”, revelam os professores Antônio Claudio e Fabio Passos, integrantes da Chapa 1, durante campanha nesta quarta-feira (4/4), no Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF).

 

 

As propostas da Chapa 1 estão publicadas no site www.juntospelauff.com.br.

UFF inaugura, nesta quarta-feira (4/4), a 1ª Agência de Inovação de Nova Friburgo

Nesta quarta-feira (4/4), o Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF), unidade de ensino superior da Universidade Federal Fluminense (UFF), inaugura o escritório da AGIR-NF, primeira agência de pesquisa, desenvolvimento e inovação no município.  A solenidade ocorre, às 12h, no Palacete do Segundo Barão de Duas Barras, sede do instituto, com a presença do professor Antônio Claudio, vice-reitor da UFF.

Uma das metas da AGIR é estimular o empreendedorismo dentro e fora do campus universitário, para que as pesquisas realizadas por professores e alunos possam ser concretizadas em produtos ou processos. Além disso, a agência pretende estabelecer parcerias com os empresários da cidade e de municípios vizinhos, para apoiar ideias que estimulem o crescimento da economia local.

“A chegada da AGIR em Nova Friburgo estimula o empreendedorismo e apoia a sociedade na busca de soluções que aumentem a competitividade no mercado, além de apoiar o desenvolvimento de iniciativas de transformação social”, afirma o professor Claudio Fernandes, coordenador do escritório da AGIR-NF.

Áreas de atuação

O campo principal de atuação em Nova Friburgo será na área de saúde, de acordo com o que for estabelecido por grupos de pesquisa de Odontologia, Biomedicina e Fonoaudiologia da UFF.  Porém, o escritório AGIR-NF funcionará também como portal de acesso a todas as demais áreas de atuação da universidade.

Os serviços da agência incluem apoio à propriedade intelectual, capacitação para a inovação, incubação de empresas, mapeamento dos grupos e de infra-estrutura de pesquisa e interlocução com o mercado. Haverá também o incentivo à criação de empresa-júnior de saúde.

“O Brasil é o 15º colocado no ranking de publicações científicas do mundo. Em Odontologia, temos o melhor desempenho do país, perdendo apenas para os Estados Unidos. Porém, nosso potencial científico ainda não se traduz em desenvolvimento tecnológico, visto que continuamos dependentes de importação de produtos e processos para o nosso mercado”, lamenta Fernandes.

O que é a AGIR?

De acordo com o professor, a AGIR é a Agência de Inovação da UFF e tem como objetivo gerir a política de inovação da universidade, promovendo a interação e o aprendizado entre entes institucionais, acadêmicos, empresariais e governamentais. Vinculada à Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi), a agência atua em áreas de tecnologia para o mercado empresarial e na esfera do desenvolvimento social.

Composição da agência

A agência de inovação do Instituto de Saúde de Nova Friburgo será organizada por um comitê-gestor, composto por representantes dos cursos de graduação em Biomedicina, Fonoaudiologia e Odontologia. Após a inauguração, o escritório da AGIR será instalado no Palacete do Segundo Barão de Duas Barras, sede do ISNF.

Seminário de Inauguração

A inauguração da AGIR-NF conta com a palestra “Inteligência Artificial na Saúde – Desafios e Oportunidades para Inovação” do Prof. Donizetti Louro, que é pesquisador do Instituto Politécnico da Universidade de São Paulo (USP), consultor da Associação da Indústria Médico-odontológica (Abimo) e do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF) está localizado na Rua Doutor Silvio Henrique Braune, 22, centro – Nova Friburgo – RJ.

AGIR publica Edital de Chamamento e Registro de Experiências de Tecnologia Social 2018

A Divisão de Inovação e Tecnologias Sociais da Agência de Inovação (AGIR), vinculada a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, está lançando o Edital de Chamamento e Registro de Experiências de Tecnologia Social 2018. O edital visa a identificar, mapear, documentar e divulgar as experiências de tecnologia social que são desenvolvidas por técnicos-administrativos, docentes e/ou alunos da Universidade Federal Fluminense.

O objetivo é dar visibilidade às experiências (em curso ou já finalizadas), de modo a inserí-las no Catálogo de Tecnologias Sociais 2018, o qual será lançado no final deste ano. Os formulários das propostas deverão ser enviados por e-mail até 30 de abril.

Leia o Edital.

Cursos GRATUITOS de férias são destaque no Portal G1

UFF inicia projeto “Desvendando o Corpo Humano” em abril

Professores podem inscrever gratuitamente alunos de ensino médio, pré-vestibulares e cursos técnicos para visitas guiadas a laboratório de anatomia

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF), unidade de ensino superior da Universidade Federal Fluminense (UFF), inicia o projeto “Desvendando o Corpo Humano”, que oferece visitas guiadas a laboratório de anatomia a estudantes de ensino médio, pré-vestibulares e cursos técnicos da área de saúde. O evento é gratuito e ocorre sempre às sextas-feiras, das 10 às 12h, de 6 de abril a 21 de dezembro de 2018, exceto em dias de recesso e feriados.

O projeto tem o objetivo de oferecer aos estudantes experiências no ambiente acadêmico e mostrar como funciona um laboratório de anatomia, utilizado em disciplinas básicas das graduações em Biomedicina, Fonoaudiologia e Odontologia do Instituto. Além de aprofundar o conhecimento já adquirido na escola, os organizadores do “Desvendando o Corpo Humano” pretendem despertar nos alunos o interesse por um dos cursos da área de saúde oferecidos pelo ISNF.

Para cada dia de visita, são oferecidas 30 vagas, que podem ser preenchidas por alunos de turmas e instituições de ensino distintas. É indispensável que o professor faça o agendamento dos estudantes – com antecedência de 10 dias – pelo e-mail desvendandoch@gmail.com. A visitação, que somente é iniciada na presença do docente responsável pela inscrição, conta ainda com uma dinâmica em que os participantes podem manipular peças anatômicas dentro do laboratório do ISNF.

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo está localizado na Rua Doutor Silvio Henrique Braune, 22, Centro – Nova Friburgo – RJ.

Curso de Férias da UFF é destaque no Jornal A Voz da Serra desta quinta-feira (22/3)

Curso de Férias da UFF é destaque em agência de notícias de Nova Friburgo

AGIR UFF realiza encontro “Novo Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação – Oportunidades para uma Universidade Empreendedora”

No próximo dia 28 de março (quarta-feira), a agência de inovação da Universidade Federal Fluminense (AGIR UFF) realiza o encontro “Novo Marco Legal de Ciência Tecnologia e Inovação – Oportunidades para uma Universidade Empreendedora”. 

 

O evento ocorre, das 10h às 13h, no auditório do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Água (NAB), localizado na Rua Professor Edmundo March, s/nº, Campus da Praia Vermelha – Boa Viagem – Niterói – RJ.

Para participar, basta clicar aqui e fazer a inscrição.

 

UFF abre 182 vagas em cursos gratuitos

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF), unidade de ensino superior da Universidade Federal Fluminense (UFF), oferece cursos gratuitos de férias a estudantes – de instituições públicas ou privadas – do 2º e 3º anos do ensino médio e também de pré-vestibulares.

Ao todo, são 182 vagas distribuídas em oito cursos, dentre eles o de Anatomia Humana, Neurociências Descomplicadas e Patologia Forense. As inscrições também são gratuitas e devem ser feitas entre os dias 2 e 27 de abril, pelo site www.consciencianaciencia.uff.br. A previsão é de que as aulas aconteçam entre 16 e 27 de julho deste ano.

 

Trote Solidário arrecada produtos para instituição de idosos de Nova Friburgo

Este ano, o Trote Cultural do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF) – unidade de ensino superior da Universidade Federal Fluminense (UFF) – tem uma novidade: o Trote Solidário. Além das atividades que promovem integração entre antigos e novos estudantes, a campanha mobiliza toda a comunidade acadêmica e do município para arrecadar produtos que serão doados ao Lar Abrigo Amor a Jesus (Laje), instituição filantrópica de acolhimento de idosos da cidade.

Dentre os itens a serem arrecadados estão lenços umedecidos, pó de café, adoçante dietético e luvas de látex (M ou G). Os produtos devem ser entregues na portaria do instituto, que está localizado na Rua Doutor Silvio Henrique Braune, 22, Centro – Nova Friburgo – RJ.

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 2528-7168.

Divulgada a programação do Trote Cultural 2018

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF) realiza, a partir do dia 12 de março, o Trote Cultural para os alunos ingressantes de 2018. O evento tem programações específicas em cada unidade do interior da Universidade Federal Fluminense (UFF). O objetivo é promover a integração entre antigos e novos alunos e recepcionar da melhor forma possível os estudantes que estão ingressando nos cursos de graduação em Biomedicina, Fonoaudiologia e Odontologia.

No ISNF o Trote Cultural é também um Trote Solidário, com arrecadação de produtos para o Lar Abrigo Amor a Jesus, uma Instituição Filantrópica de Nova Friburgo.

Veja a programação completa clicando na imagem abaixo.

 

Alunos participam de Colação de Grau no ISNF

Alunos dos três cursos de graduação do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF) participaram da cerimônia oficial de Colação de Grau. O evento, realizado no auditório do ISNF, contou com a presença do professor Amauri Favieri, diretor da unidade, e dos coordenadores de Biomedicina, Fonoaudiologia e Odontologia.

 

Dirigentes de universidades e institutos federais vão apresentar 13 reivindicações ao MEC

(Reportagem publicada no site da Câmara dos Deputados)

Eles querem a consolidação dos câmpus fora das sedes, mas afirmam que é preciso recursos e compromisso por parte do MEC.

Foto: Renato Cortez

Dirigentes de universidades e institutos federais vão apresentar 13 reivindicações ao MEC

Dirigentes de campi fora das sedes lotaram o auditório em busca de soluções para suas instituições

Mais de cem dirigentes de campi de universidades públicas e de institutos federais, localizados nos interiores dos estados brasileiros, participaram de uma reunião técnica com deputados da Subcomissão Especial para Tratar da Situação dos Câmpus Fora das Sedes de Universidades Públicas Federais e de Institutos Federais. Eram representantes de 18 estados das 5 regiões do país. A reunião foi vista como a primeira ação política integrada e unificada dos dirigentes em toda a história dessas instituições.

O objetivo da reunião era conhecer o resultado de um levantamento preliminar feito entre os campi fora das sedes tanto das universidades federais quanto dos institutos federais de ensino. Com base no levantamento e nas dificuldades e nos problemas que ele revela, foi tirada uma pauta de reivindicações e demandas para entregar ao ministro da Educação, Mendonça Filho, em reunião marcada para esta quarta-feira (29), no MEC.

Precariedade nos campi fora das sedes

O levantamento foi feito durante o mês de novembro com 58 câmpus fora da sede de universidades e institutos federais. E revelou a preocupante situação que vivem essas instituições. Em 73,21% dos campi pesquisados, a quantidade de trabalhadores terceirizados não é suficiente. A situação dos laboratórios nessas instituições, é ainda mais grave: em 85,71% os laboratórios não atendem a demanda para pesquisas e 76,79% não tem laboratórios adequados ao ensino. Na questão financeira, os problemas se agravam. Em 2017, em 69,09% dos câmpus pesquisados os recursos não foram suficientes para custeio para a manutenção. A estrutura de apoio aos estudantes também deixa bastante a desejar, de acordo com o levantamento: 45,28% não tem restaurante universitário; 69,81% não tem transporte regular oferecido pela universidade ou pelo instituto e 81,82% não contam com moradia estudantil.

Depoimentos reforçaram os que mostrou o levantamento

Depois da apresentação do levantamento, dezenas de dirigentes aproveitaram para fazer propostas para serem encaminhadas ao MEC e que poderiam ajudar a atender a boa parte das demandas.

O diretor-geral do Instituto Federal de Sergipe, Alberto Aciole, conseguiu apontar entre as muitas necessidades, três prioridades para 2018 e que seria importante conseguir assegurar junto ao MEC, na opinião dos dirigentes: término das obras dos câmpus já criados e não criar novos sem antes terminar os que já estão em andamento; garantia dos recursos orçamentários para o funcionamento de todos os campi  e com tempo disponível para planejar e executar o necessário e assegurar a contratação dos professores e técnicos necessários.

Entre as muitas necessidades prementes dos câmpus fora das sedes, a consolidação dos mesmos foi considerada ponto essencial. E não há como fazer essa consolidação sem dinheiro. A reclamação foi recorrente. O diretor do Instituto Federal de São Paulo, Luis Cláudio de Matos, foi categórico ao afirmar que não é possível que a liberação do orçamento previsto para a instituição seja feita de forma tão desorganizada. “Quando se libera o orçamento “pingado”, eu não tenho a certeza do que será liberado. Eu fico segurando e quando o dinheiro sai, a Lei 8.666 me impede de ser ágil no gasto e o valor acaba sendo recolhido”, disse o diretor.

Para se ter uma ideia das dificuldades que os campi estão enfrentando, o diretor do Câmpus de São Mateus da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Roney Pignaton da Silva, revelou que não tem 410 reais para pagar por um equipamento, cuja nota foi emitida há três meses. Roney sugere que o MEC crie um programa de consolidação dos câmpus fora da sede, com previsão orçamentária, metas a cumprir e com um orçamento adicional e específico para isso. “Precisamos de orçamento extra para colocar minimamente os câmpus do interior em pé de igualdade com os câmpus das sedes”, disse.

Durante a reunião, uma das diretoras do Câmpus de Alegre (UFES), Neuza Brunoro, resumiu numa frase o sentimento de todos os mais de cem dirigentes presentes à reunião: “Recebemos recursos no nível África e somos cobrados no padrão Noruega”, afirmou.

Deputados demonstram apoio às demandas dos dirigentes

Vários deputados manifestaram apoio às reivindicações dos dirigentes dos campi fora das sedes. O relator geral do Orçamento 2018, deputado Cacá Leão (PP-BA), participou de parte da reunião. Ele foi convidado porque o Orçamento 2018 está em fase final de negociação. Ou seja, é o momento de se tentar assegurar algum investimento para os câmpus fora das sedes. Ele afirmou conhecer bem a realidade dessas instituições, mas disse que a Emenda 95, que instituiu o teto de gastos, está em vigor e que será necessário aprender a conviver com as limitações que ela traz. Cacá Leão reconheceu que o processo de interiorização de universidades e institutos já está iniciado e que a sociedade brasileira já começa a colher os benefícios dessa ação. No entanto, de forma sincera, ele alertou: “Não vai ter dinheiro para tudo”. Por isso, ele afirmou esperar que não haja contingenciamento. E acredita que, se houver, será bem menor do que em anos anteriores. “Melhor ter um orçamento enxuto e apertado do que um orçamento contingenciado”, disse.

O deputado Luiz Couto (PT-PB) aproveitou a presença do relator do Orçamento 2018 para pedir que a Comissão Mista de Orçamento trabalhe com a perspectiva de que educação e saúde precisam de recursos porque são áreas importantes. “Nossa luta é para que, de fato, se possa revogar a Emenda 95 e fazer com que educação, ciência e tecnologia sejam prioridade”, defendeu o deputado que concluiu afirmando que, sem essa medida, o país não vai se desenvolver.

O deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) elogiou a estratégia de se criar os câmpus nos interiores mesmo sem as condições ideais e, agora, trabalhar pela consolidação. Assim como outros parlamentares, Saraiva criticou o relatório do Banco Mundial intitulado “Um Ajuste Justo: Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, feito a partir de uma demanda do governo brasileiro com o “objetivo de realizar uma análise aprofundada dos gastos do governo, identificar alternativas para reduzir o déficit fiscal a um nível sustentável”. Segundo o deputado, o relatório assusta quando afirma que o custo do aluno no Brasil é alto e que, por essa razão, o país deveria investir no Ensino Básico e sair do Ensino Superior, deixando para a iniciativa privada. Saraiva Felipe acredita que essa medida “significaria deixar de fora grande parte da população”. Por isso, ele sugeriu um debate crítico sobre o tema e um posicionamento oficial da Comissão de Educação sobre o documento do Banco Mundial.

O presidente da subcomissão especial que trata dos câmpus fora das sedes, deputado Caio Narcio (PSDB-MG), disse que está junto com os dirigentes nessa mobilização em defesa da consolidação desses campi. Para ele, a luta pela educação é suprapartidária e deve estar acima de questões ideológicas. Por isso, segundo Caio Narcio, “o mais importante não é buscar culpados pelo que estamos passando mas focar na solução. A luta política deve ser feita e há espaço para isso”. Para o deputado, essa é a hora de garantir a qualidade no funcionamento dessas instituições fora das sedes.

13 reivindicações serão entregues ao MEC

Ao final de cinco horas de reunião e debates, o relator da subcomissão, deputado Pedro Uczai (PT-SC), organizou junto com os dirigentes um documento que será entregue ao ministro da Educação, Mendonça Filho, durante reunião no ministério. Vão participar da reunião o relator da subcomissão, o presidente Caio Narcio e representantes de universidades e institutos federais das cinco regiões do país. O documento lista 13 demandas dos dirigentes de câmpus fora das sedes de universidades e institutos federais. As reivindicações são as seguintes:

1- Definição de critérios para equidade na distribuição das funções gratificadas;

2- Assegurar o compromisso da Pactuação do MEC com a universidade;

3- Criação de políticas e programas relacionados com incentivos para a fixação dos servidores na universidade;

4- Manutenção e ampliação das políticas de assistência estudantil;

5- Melhor articulação intersetorial do MEC com o Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS para a certificação e incentivos aos hospitais de ensino nos municípios com Universidades Federais;

6- Criar mecanismos de apoio à fixação dos egressos da universidade na região;

7- Alocar um Procurador/Assessoria Jurídica nos câmpus fora das Sedes com distância superior a 200 Km da Sede;

8- Criar mecanismos para a consolidação da Pós-Graduação no interior;

9- Criação de incentivos para a integração das universidades com os institutos federais com objetivo de potencializar as ações regionais;

10 – Garantir recursos orçamentários específicos para manutenção e consolidação dos câmpus criados sem sede própria;

11- Garantir a autonomia da universidade para a celebração de compras e aluguéis que estão dentro das suas necessidades;

12- Elaboração de diretrizes para assistência psicológica aos estudantes, professores e técnicos administrativos.

13 – Promover a Articulação Interfederativa com os Estados e Municípios para a manutenção e consolidação dos câmpus.

Com a entrega formal do documento, dirigentes e deputados acreditam que será aberto um diálogo formal e institucional com o MEC, capaz de dar andamento às negociações a fim de se conquistar os instrumentos necessários para a consolidação dos câmpus fora das sedes em todo o Brasil.

Reportagem: Claudia Brasil

Fonte: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ce/noticias/dirigentes-de-universidades-e-institutos-federais-vao-apresentar-13-reivindicacoes-ao-mec em 29/11/2017, às 13h35.

Estudantes de Friburgo conquistam o Láurea Acadêmica 2017

As alunas do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF) Angélica Hottz Martins (Fonoaudiologia), Dilliane da Paixão Rodrigues Almeida (Biomedicina) e Heloisa Fernandes Queiroz Curcio (Odontologia) conquistaram o prêmio Láurea Acadêmica 2017, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A cerimônia de entrega do prêmio ocorre dia 13 de dezembro, às 18h, no auditório do Instituto de Física, em homenagem a estudantes e ex-estudantes da graduação, professores e pesquisadores nas “Premiações Acadêmicas 2017”.  O evento, que é realizado todo ano, valoriza e divulga atividades que contribuem efetivamente para o avanço da instituição e da sociedade em geral.

A homenagem contempla as seguintes premiações: 6º Prêmio de Excelência à Docência, Láurea Acadêmica e Prata da Casa.

Endereço: auditório do Instituto de Física, 2º andar da Torre Nova. Avenida General Milton Tavares de Souza, s/nº, Campus da Praia Vermelha, Niterói.

Outras informações e a lista completa dos contemplados podem ser obtidas pelo link http://www.uff.br/?q=laurea-academica-2017-resultado-dos-premiados.

I Simpósio de Ética em Pesquisa lota auditório do ISNF

Nesta quarta-feira (22/11), cerca de 100 pessoas lotaram o auditório do Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF/UFF) durante o I Simpósio de Ética em Pesquisa. O evento – promovido pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do ISNF – debateu estudos científicos em seres humanos.

“A pesquisa é fundamental em qualquer instituição de ensino. Nós investimos muito nesse aspecto. Desde que assumimos o ISNF, passamos de 7 laboratórios, para 26, para atender a demanda de 92 professores – distribuídos nos cursos de Biomedicina, Fonoaudiologia e Odontologia – e 612 alunos”, afirmou o professor Amauri Favieri, diretor do ISNF, na abertura do evento.

 

A primeira palestra foi ministrada pela professora Fabiana Germano, vice-coordenadora do CEP do ISNF, que falou sobre as funções do comitê e dos procedimentos para aprovação de projetos.

Em seguida, Carlos Henrique Silva, cirurgião oncológico do Instituto Nacional do Câncer (INCA), salientou a responsabilidade com o uso de dados: “É preciso ter confidencialidade com os dados dos participantes. Não só o material biológico deve ser resguardado, mas também as informações relativas ao proprietário do que foi coletado”.

Marcia Cassimiro, especialista em Bioética da Fiocruz, citou a experiência de biobancos e biorrepositórios em outros países e em outros continentes.

“É muito importante que saibamos a diferença entre biobancos e biorrepositórios. Enquanto os primeiros são reservatórios de longa duração, os últimos são de curta duração”, explicou a especialista, citando ainda outras características conceituais e práticas.

 

UFF prorroga inscrições para a 1ª Mostra de Vídeos

O Instituto de Saúde de Nova Friburgo (ISNF/UFF) prorrogou, até o dia 26 de novembro, as inscrições para a 1ª MOVI-UFF, mostra de vídeos com filmes de curtas-metragens nas categorias ficção, animação e documentário. A participação no evento – que acontece no dia 29 de novembro, no auditório do ISNF – é gratuita.

Para esta primeira edição, o tema da MOVI-UFF é “Rumo aos 200 anos de Friburgo: construindo uma cultura de paz”, em comemoração ao bicentenário da cidade que ocorre no dia 16 de maio de 2018. Os responsáveis pelos melhores filmes apresentados durante o encontro ganham um troféu. Após a exibição dos vídeos, os organizadores promovem um grande debate sobre o tema.

As premiações

De acordo com o regulamento, todos os vídeos devem ter de 1 a 20 minutos e podem ser finalizados em qualquer formato. Cada realizador pode inscrever quantos filmes desejar na mostra.

Os melhores curtas-metragens de cada categoria são premiados a partir da análise de uma banca avaliadora. No entanto, pode ocorrer também uma premiação do melhor curta de gênero, em outra classificação, a critério do júri popular. Cada pessoa do júri, presente na MOVI-UFF, poderá votar em apenas 1 curta da mostra, desde que tenha assistido a todos os filmes exibidos. A premiação da MOVI-UFF consiste em um Troféu e em um certificado produzido pelo evento.

Para participar da 1ª MOVI-UFF, é necessário preencher o formulário de inscrição disponível no site www.moviuff.sites.uff.br.

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